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Aumentar a produtividade e qualidade da piscicultura no Amazonas é foco de pesquisa desenvolvida pelo Inpa

9-Mar-2017

 

 

Aumentar a produtividade dos piscicultores, formular rações mais nutritivas  e assim, ter peixes mais saudáveis. Essas foram as vertentes que nortearam a pesquisa “Utilização de substratos energéticos no cultivo de tambaqui e matrinxã”, do pesquisador Márcio Soares Ferreira do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

 

A pesquisa foi apresentada na série de seminários que estão sendo promovidos pelo Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular (LEEM/INPA), onde até o fim do mês de abril, diversas pesquisas sobre organismos aquáticos serão apresentadas.

 

 

 Foto: Macarena Mairata

 

 

Para a realização da pesquisa se levou em consideração as condições de cultivo como níveis de oxigênio, níveis de temperatura, níveis de proteínas na ração, níveis de pH da água, jejum prolongado e o cultivo em água corrente por 30 dias. Dois dos peixes mais populares no estado do Amazonas foram estudados: a Matrinxã (Brycon amazonicus) e o tão apreciado, Tambaqui (Colossoma macropomum).

 

Segundo o pesquisador, a importância de seu trabalho está em buscar o cultivo de tambaqui e matrinxã que contemple a relação custo-benefício para o piscicultor e claro, o cultivo de um peixe com mais proteína (massa magra) não tão gorda e mais saudável.

 

“Essa pesquisa busca compreender de que forma o peixe utiliza suas reservas energéticas em diferentes condições (temperatura, alimentação, etc), especialmente aquelas encontradas nas pisciculturas do Amazonas, a fim de que a proporção correta de ingredientes na ração seja utilizada, evitando desperdícios especialmente dos componentes com custo mais elevado e que desenvolvam peixes com menos lipídios (com menos gordura)”, explicou o pesquisador enfatizando que o cenário das mudanças climáticas também foi um dos estímulos para o desenvolvimento dessa pesquisa.

 

 

 Foto: divulgação

 

 

Para o pesquisador, a piscicultura será a responsável pela alimentação de uma população cada vez maior. ”Em um cenário de mudanças climáticas com ambientes na natureza degradados onde peixes não conseguem se desenvolver, a piscicultura será a responsável por suprir a demanda por parte da população que busca se alimentar dessa fonte”, afirmou o pesquisador.


 

Demanda em alta

 

No ano passado, o Instituto Brasileño de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Desempenho da Piscicultura Brasileira, onde se constatou que só no estado do Amazonas a produção de peixes cultivados em viveiros cresceu em 10%, passando a ser de 27.500 toneladas de peixes cultivados. O ranking da região Norte é encabeçado pelo estado de Rondônia, que produziu 74.750 toneladas de peixes cultivados em 2016.




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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