* Multilingual Content *

SDSN Jovem Amazônia e parceiros promovem debate no Dia Internacional da Mulher

O evento foi realizado no Impact HUB e contou com a participação de mulheres e homens

 

                                                                                                                                                         Foto: Macarena Mairata

 

 

Nesse 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a SDSN Jovem Amazônia em parceria com o Impact Hub, SDSN-Amazonia, FAS e Amazônia – Edu promoveu o debate “Dia Internacional da Mulher: Histórias e Lutas”.

 

O evento reuniu cerca de 20 pessoas entre mulheres e homens na sede do Impact Hub. Três mulheres com histórias de vida, profissões e raças diferentes foram convidadas para falar um pouco sobre suas lutas e como elas se veem numa sociedade feita para homens.

 

Keila Serruya, Mariazinha Baré e Letícia Cortellazzi, falaram sobre como é ser mulher numa sociedade em que ainda não há igualdade de direitos entre homens e mulheres. Todo o debate foi pautado pelo ODS 5 (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, da ONU) que visa a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas até 2030.

 

O debate teve a mediação da Historiadora e Doutora em Ciências da Educação, Letícia Cortellazzi, que também contribui contando um pouco de como alcançou postos no mercado de trabalho enfrentando situações que os homens não enfrentam.

 

“Eu sei que existe desigualdade de gênero quando numa entrevista de emprego me perguntam se eu tenho filho, quando me olham diferente por ser mãe solo. Quando o que eu falo não é levado em consideração, mas se um homem disser o mesmo, é considerado”, disse Letícia.

 

A produtora e artista visual, Keila Serruya falou de como além de ter que lidar com a desigualdade de gênero, enfrentou a discriminação racial por ser negra desde sua infância.

 

“Quando eu era criança, morei numa vila em que muitas das pessoas que viviam lá eram pobres e negras. Sempre que alguém era roubado no bairro, a polícia aparecia por lá a procura do “assaltante” , contou.

 

Keila também falou que viu práticas de racismo no período em que cursou Publicidade e Propaganda numa faculdade particular.

 

“Eu vi colegas negras do curso que eram bolsistas do ProUni desistirem, porque não aguentaram a pressão da discriminação”, afirma.

 

Além de Keila e Letícia, Mariazinha Baré que está como coordenadora da Agenda Indígena da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), falou um pouco sobre o tema de acordo com sua perspectiva de mulher indígena.

 

“Na minha comunidade nunca percebemos essa desigualdade entre gêneros. Todos éramos iguais e nos respeitávamos. Quando vim para cidade e comecei a estudar e conviver com outras mulheres que não faziam parte de minha comunidade, é que fui perceber que existiam essas desigualdades”, afirma Mariazinha.

 

Mariazinha também falou que a lógica de como os indígenas veem o mundo e a sociedade é diferente.

 

“Para nós indígenas, quando há algo nocivo em nosso meio, é retirado de nossa comunidade. Essa é a prática comum de agirmos”, disse Mariazinha.

 

Ao longo do debate, outras mulheres e homens compartilharam suas histórias, suas lutas e como gradativamente têm alcançado postos que anteriormente não teriam alcançado. A questão de privilégios e vantagens também foi abordado. Mas em comum consenso todos acreditam que ainda há muito a se fazer.

 

Please reload

CATEGORIAS
Please reload

ANTIGOS
Please reload