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"Gastronomia com sabor a conservação" vence como melhor solução inovadora para o desenvolvimento sustentável da Amazônia

 

A chamada realizada pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, SDSN-Amazônia (na sigla em inglês), para escolha da melhor solução inovadora da Amazônia teve o projeto vencedor divulgado na manhã desta segunda-feira (29), em Manaus. O projeto escolhido foi da ONG Ampa - Perú. 

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Juri avaliador do prêmio Soluções Inovadoras SDSN-Amazônia                                                                      Fotos: Dirce Quintino

 

 

 

O projeto é desenvolvido na região de San Martín, e acompanha as associações da Amazônia peruana na realização e na gestão de áreas de conservação conectando a grande dispensa da Amazônia Andina com a cadeia gastronômica peruana e com cozinheiros renomados nacional e internacionalmente, mas assegurando a sustentabilidade dos suprimentos, a defesa das florestas e melhorando a qualidade de vida dos camponeses. 

 

Na chamada foram submetidas 24 soluções inovadoras desenvolvidas na Amazônia, sendo 14 do Brasil, quatro do Equador, quatro do Peru, uma solução da Colômbia e uma da Bolívia. As 24 soluções estão disponíveis na Plataforma de Soluções da SDSN-Amazônia para acesso ao público. 

 

Além do projeto vencedor, outros dois colocados receberam menção honrosa pela qualidade dos projetos: Programa de Incubação e Aceleração da Plataforma Parceiros pela Amazônia e de Meliponicultura Tecnologia social para povos e comunidades tradicionais da Amazônia, do Instituto Peabiru.

 

A melhor solução inovadora foi premiada com uma viagem para Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde o representante da iniciativa vencedora participará da Conferência Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (ICSD), que ocorrerá em setembro na Universidade de Columbia. Na oportunidade, a solução inovadora desenvolvida na Amazônia também será apresentada para os principais stakeholders e líderes mundiais que estarão na conferência.

 

Todas as soluções foram avaliadas por um júri composto pelo Secretário Estadual do Meio Ambiente (Sema) Eduardo Taveira; pelo professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Henrique dos Santos Pereira; professor da Universidade de São Paulo (USP), Jacques Marcovitch; professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (Ufrj) Peter Herman May; pelo diretor presidente da Cigás, René Levy Aguiar; pelo reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Cleinaldo Costa; e pela jornalista e professora do Centro Universitário Fametro, Liege Albuquerque.

 

As soluções foram avaliadas seguindo critérios de relevância, caráter inovador da solução, viabilidade financeira, escalabilidade impacto atual e/ou potencial e aderência aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

 

Sobre o Prêmio Soluções Inovadoras

 

A importância da Plataforma de Soluções da SDSN-Amazônia e do Prêmio Soluções Inovadoras têm o mesmo lema da Agenda 2030: não deixar ninguém para trás, conforme a avaliação da gestora da Plataforma de Soluções da SDSN-Amazônia, Carolina Ramírez.

 

“Sabemos de memória quais são as principais problemáticas que enfrenta a região amazônica, porém, pouco sabemos como solucioná-las. O prêmio Soluções Inovadoras além de valorizar soluções criadas por instituições amazônicas, visa divulgar e disseminar soluções que contribuam no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, para que estas não caiam no esquecimento, não deixando ninguém e nenhum trabalho para trás. Está na hora de prestigiar o bom trabalho que instituições amazônicas estão realizando e fomentar novas parcerias para que essas soluções cheguem em todas partes da Amazônia”, afirma Carolina.

 

Conheça as soluções

 

1º lugar | Gastronomia com sabor a conservação - AMPA Perú

 

O projeto acompanha as associações na realização e na gestão de áreas de conservação conectando a grande dispensa da Amazônia Andina com a cadeia gastronômica peruana e com cozinheiros renomados nacional e internacionalmente, mas assegurando a sustentabilidade dos suprimentos, a defesa das florestas e melhorando a qualidade de vida dos camponeses. 

 

O projeto também capacita às lideranças no manejo dos recursos, assim como melhora os processos de transporte para garantir que o produto mantenha a sua qualidade até a chegada ao consumidor. Assim, os produtos são aproveitados integralmente, potencializando os subprodutos e derivados. 

 

2º lugar | Programa de Incubação e Aceleração da PPA

 

Atualmente, o ecossistema de negócios de impacto na Amazônia é crescente. Isso está se dando pelas novas iniciativas de inclusão de comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas e agricultores familiares em processos produtivos, em novos mercados e processos. Tais negócios prometem impulsionar uma nova economia na região, contrária ao desmatamento e às atividades predatórias e valorizando a sociobiodiversidade. 

 

Dessa forma surge o Programa de Aceleração da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), com o intuito de incentivar e apoiar iniciativas e negócios que se encaixem nessas novas características de gerar impactos socioambientais positivos e se manterem viáveis ao longo do tempo. O PPA objetiva fornecer todo o apoio necessário para o desenvolvimento e crescimento de startups de impacto socioambiental positivo onde o principal objetivo e transformar a mentalidade atual de exploração irracional de recurso, tanto ambientais quanto humanos, e focar numa relação saudável entre o desenvolvimento econômico local, o meio ambiente e a sociedade.

 

3º lugar | Meliponicultura Tecnologia social para povos e comunidades tradicionais da Amazônia 

 

A meliponicultura realizada pelo Instituto Peabiru de cunho agroecológico é uma tecnologia de baixo custo de implantação e de manejo simplificado, e busca ter como resultados o empoderamento de grupos socialmente vulneráveis, replicabilidade, valorização dos serviços ambientais e inclusão pelo mercado. Ao contrário da colmeia e dos equipamentos da apicultura, normalmente fabricados de modo industrial, a meliponicultura é projetada para utilizar peças e equipamentos que não exigem um processo complexo de produção e materiais custosos ou de difícil acesso para grupos rurais pobres. 

 

O custo médio dessa colmeia é cinco vezes menor do que a utilizada na apicultura e ainda há o baixo esforço empreendido no manejo, com apenas duas horas de trabalho semanal, em média, maneja-se um meliponário de aproximadamente 100 colmeia. Atualmente, o programa de Abelhas sem Ferrão está presente em 22 localidades de 7 municípios. No Amapá com quilombolas em Macapá e indígenas no Oiapoque; e no Pará com comunidades tradicionais em Almeirim, Curuçá, Monte Alegre, Curralinho e Barcarena. São cerca de 3.600 colmeias racionais instaladas.




 

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